Situações desesperadoras pedem ações desesperadoras.
Mais uma mãe no Rio entregou seu filho à polícia por ter cometido um crime.
Depois de ter passado 10 meses na Criminal, me orgulho de ver que isso existe e que pode prosperar.
Sabe, eu não reclamo do meu método de criação, no final das contas, deu certo, mas não posso deixar de frizar que muito do que sou hoje deriva do que de gestos que eu via em casa, não apenas do que me ensinavam.
Sempre ouvi da minha mãe que certos comportamentos ela nunca aceitaria, um deles era envolvimento com drogas e o outro com o crime.
Diga o que quiser, mas mãe que não sabe dizer não pro filho e não demonstra que no mundo tudo gera consequencia está prestando um desfavor a este filho.
Não é não amar incondicionalmente, é mostrar que ainda que eu te ame, o que você fizer, você vai receber de volta. Não procure colher milhos tendo plantado feijões. Simples assim. Se você está disposto a cometer um crime, esteja disposto a pagar pela pena a ele cominada. É assim que funciona a vida e se dentro de casa a mãe não puder fazer o filho entender, a sociedade não vai ensinar, ela vai apenas punir.
Tinha uma senhora que todos os dias pedia informação do processo do filho e contava história dele dizendo que só tinha TENTADO roubar uma bolsinha "desse tamainho".
Depois de muitas vezes ouvir a mesma história me irritei com ela e perguntei se fosse o filho de outra mãe que tentasse roubar a sacolinha que ela carregava, se ela continuaria achando que não era nada demais. Ela se calou. Quando a gente não tem o que responder, a gente se cala.
Permaneço pensando assim. E se todas as mães pensassem do mesmo jeito, seus filhos teriam mais medo, mais zelo e menos tendência à vida criminosa. O Brasil agradece. Cuide de seus filhos.