Hoje eu ia saindo da DPE e tava conversando com uma colega que eu gosto muito. Estávamos falando sobre o tratamento das pessoas umas para com as outras e, em especial, das pessoas mais intruídas com as pessoas menos favorecidas, socialmente, culturalmente e financeiramente.
Durante esse tempo trabalhando na Defensoria, eu observei muito defensor público e cheguei a uma conclusão: ser defensor público é vocação e não profissão.
Sério mesmo.
Primeiro, você lida com pessoas pobres. Isso é necessário se dizer e se conscientizar.
E ainda em matéria de conscientização, pobre quer dizer, não apenas sem dinheiro, mas pode ser sem higiene, pobre de espirito, pobre de educação, de maneiras, pobre de entendimento, pessoas que você tem que explicar a mesma coisa 100 vezes, bem lentamente e repetir quantas vezes for necessário pra que se absorva 5% do que você cansou de repetir. E ser condescendente.
Eles não te perguntam pra testar teu conhecimento, eles perguntam porque NÃO SABEM!
E ai se ponha no lugar deles, não escolheram nascer, nem do jeito e onde nasceram, não tem dinheiro pra transporte, moram no quintos dos infernos e ai chegam em um serviço que muitas vezes pode garantir alguma coisa melhor pra vida deles e não conseguem ou tem que repetir as idas sofridas porque não encontram um funcionário com boa vontade e que seja resolutivo. Às vezes é só disso que se precisa, boa vontade.
A gente sabe que o judiciário é moroso e que o ideal é fazer o teu constituinte entender isso, mas acredite, ele não vai entender se você não parar pra explicar.
Tem defensor que detesta tanto atender que faria um favor não atendendo. Deixe isso para estagiários que tenham alma. Eu não me incomodo em atender. Já tive oportunidade de vez defensor falando com constituinte que fiquei com vontade abrir um buraco no chão e me esconder por uns 3 dias. Vergonha alheia.
O tratamento é tão desprezível que a gente sente pena da pessoa que perguntou. E que se ainda tinha alguma dúvida, acredite, vai continuar tendo porque é tão desmotivada a perguntar, em função do atendimento que deixa a pobreza continar tomando conta de sua vida.
É claro que tem pobre autoritário, que acha que você é empregado dele, que acredita que tem direitos e pronto e se vire pra garantir o que ele acha que tem direito, mas isso não é nem 10% das pessoas que a gente atende.
Se não quer lidar com pobre, se não tem paciência ou educação, se só tá lá pelo salário, se só ajuda quem tem a ver com você, sinta-se à vontade para trocar de profissão, a sociedade agradece.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A era dos cavaletes
Odeio período eleitoral. ODEIO!
Não só por conta do horário obrigatório (e pelo tempo que a gente perde podendo tá assistindo novelas e desenhos), que diga-se de passagem é ridículo, seja pelas personas (Tiririca, Toim Dufrango, Maguila, Kiko do KLB), seja pelas propostas (dividir o Piauí em Estado do Piauí e Estado do Gurguéia [quem em sã consciência teria coragem de emitir essa idéia em voz alta sabendo que a região do Gurguéia é a região que produz e aquece a economia deste Estado e sem ela o Piauí iria à falência?], salário mínimo de R$600,00 [agora imaginem, sem as contas públicas na mão, como é que é possível garantir um salário deste? pode até ser que seja possível pagar um salário mínimo de R$7.000,00, mas primeiro vamos ter as contas na mão pra saber o real estado da economia do país], instalar o socialismo [você acha que dá certo? bem, eu já me manifestei com relação a isso, vide post anterior]).
Mas o que eu mais odeio são os cavaletes.
Pare pra pensar, se agora, enquanto os políticos são apenas canditatos, não levam em consideração que IMPESTANDO as calçadas de cavaletes eles atrapalham o ir e vir das pessoas e dos carros (visto que às vezes os cavaletes caem nas vias, podendo causar acidentes), imagine quando estiverem eleitos!?
Pense, agora que é época deles nos convencerem, eles gastam rios de dinheiro em cavaletes (madeira + papel) e panfletos (papel) pouco se importando com o meio ambiente, você acha que quando não precisarem mais convencer ninguém eles vão se importar?
Só sendo muito ingênuo para acreditar nisso.
E é por isso que eu derrubo mesmo, não toda vez, mas já fiz. Eles merecem! Não os cavaletes, mas os políticos. E se pudesse, eu os derrubaria também.
Não só por conta do horário obrigatório (e pelo tempo que a gente perde podendo tá assistindo novelas e desenhos), que diga-se de passagem é ridículo, seja pelas personas (Tiririca, Toim Dufrango, Maguila, Kiko do KLB), seja pelas propostas (dividir o Piauí em Estado do Piauí e Estado do Gurguéia [quem em sã consciência teria coragem de emitir essa idéia em voz alta sabendo que a região do Gurguéia é a região que produz e aquece a economia deste Estado e sem ela o Piauí iria à falência?], salário mínimo de R$600,00 [agora imaginem, sem as contas públicas na mão, como é que é possível garantir um salário deste? pode até ser que seja possível pagar um salário mínimo de R$7.000,00, mas primeiro vamos ter as contas na mão pra saber o real estado da economia do país], instalar o socialismo [você acha que dá certo? bem, eu já me manifestei com relação a isso, vide post anterior]).
Mas o que eu mais odeio são os cavaletes.
Pare pra pensar, se agora, enquanto os políticos são apenas canditatos, não levam em consideração que IMPESTANDO as calçadas de cavaletes eles atrapalham o ir e vir das pessoas e dos carros (visto que às vezes os cavaletes caem nas vias, podendo causar acidentes), imagine quando estiverem eleitos!?
Pense, agora que é época deles nos convencerem, eles gastam rios de dinheiro em cavaletes (madeira + papel) e panfletos (papel) pouco se importando com o meio ambiente, você acha que quando não precisarem mais convencer ninguém eles vão se importar?
Só sendo muito ingênuo para acreditar nisso.
E é por isso que eu derrubo mesmo, não toda vez, mas já fiz. Eles merecem! Não os cavaletes, mas os políticos. E se pudesse, eu os derrubaria também.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A ignorância das pessoas
Fico impressionada com os atos de algumas pessoas. Lembra quando eu disse que o problema do Brasil era o brasileiro?
Pois é. Anteontem estávamos na Otorrinos e uma mulher chega, daqui há pouco se inicia uma discussão entre a atendente e essa senhora, logo a senhora começa a chamar a atendente de incompetente, que não sabe atender as pessoas e etc.
Logo, eu tava variando nos livros curtindo uma crise, ouço "Mas é muito foda mesmo".
Pra ser bem sincera, eu não tava prestando muita atenção na confusão, mas tinha entendido o suficiente pra ficar tão indignada como ele.
A mulher chegou e perguntou pra atendente se tinha emergência funcionando, a atendente respondeu que tinha plantão, deus é quem sabe o que esta louca entendeu e respondeu como se estivesse sido maltrada.
Ora, se eu que estava vendo o mundo girar, (e acredite, tirando quando é lombra, o mundo girar não é das melhores sensações do mundo) e portanto estava morrendo de pressa, não tava nem dizendo que estava com fome (e eu tava), quem dirá gritando com uma atendente, ai vem uma louca, que só está com o nariz sangrando, o que pode ser ocasionado pela simples mudança de tempo, e que deveria estar preocupada com seus litros de sangue, gritar com a coitada da atendente.
E no final das contas, o rei que estava na barriga dela, não tinha pagado o plano de saúde e ela teve que ficar lá de molho pra resolver como pagaria o atendimento.
Pelo amor de Deus, vale a pena ser grosseira com as pessoas sem motivo? Sério mesmo, vale?
Pois é. Anteontem estávamos na Otorrinos e uma mulher chega, daqui há pouco se inicia uma discussão entre a atendente e essa senhora, logo a senhora começa a chamar a atendente de incompetente, que não sabe atender as pessoas e etc.
Logo, eu tava variando nos livros curtindo uma crise, ouço "Mas é muito foda mesmo".
Pra ser bem sincera, eu não tava prestando muita atenção na confusão, mas tinha entendido o suficiente pra ficar tão indignada como ele.
A mulher chegou e perguntou pra atendente se tinha emergência funcionando, a atendente respondeu que tinha plantão, deus é quem sabe o que esta louca entendeu e respondeu como se estivesse sido maltrada.
Ora, se eu que estava vendo o mundo girar, (e acredite, tirando quando é lombra, o mundo girar não é das melhores sensações do mundo) e portanto estava morrendo de pressa, não tava nem dizendo que estava com fome (e eu tava), quem dirá gritando com uma atendente, ai vem uma louca, que só está com o nariz sangrando, o que pode ser ocasionado pela simples mudança de tempo, e que deveria estar preocupada com seus litros de sangue, gritar com a coitada da atendente.
E no final das contas, o rei que estava na barriga dela, não tinha pagado o plano de saúde e ela teve que ficar lá de molho pra resolver como pagaria o atendimento.
Pelo amor de Deus, vale a pena ser grosseira com as pessoas sem motivo? Sério mesmo, vale?
domingo, 12 de setembro de 2010
Esquecimento
Todos os dias eu tenho altas coisas pra escrever aqui, ai quando estou on line, esqueço.
Ai meu são crispim das pernas tortas!
Ai meu são crispim das pernas tortas!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Por que as minorias tendem a nunca chegar ao poder.

Vamos parar por um segundo e pensar, o modelo capitalista está falido, mas... todas as nações que adotaram o socialismo, nunca connseguiram obter êxito neste modelo e cultivaram políticas ditatoriais quase tão corruptas, senão MAIS corruptas que as capitalistas. Então, o comunismo, na prática, tornou-se um socialismo e o socialismo um modelo ditatorial deturpado.
Infelizmente, a idéia de igualdade vem se dissipando no tempo e com o passar das gerações, o povo brasileiro vem se tornando mais apático. A geração "diretas já", que lutou contra a ditadura militar e que deveria ser o exemplo de integridade, hoje tem representantes ilustres no poder e que só representam uma burguesia corrupta com todas as formas mais brandas, porém não menos horripilantes de tortura à política e à população brasileira.
Diante de todo esse quadro, idéias radicais não vão colar, pois para que se tenha um país diferente do que temos hoje, devemos entender nossas necessidades e gerar soluções viáveis. Estatizar tudo não é a solução, tendo em vista que nossa economia, ainda que individual, se encontra em um plano globalizado, tornar nosso país menos confiável à investidores, não gera nada mais do que insegurança e proliferação dos problemas que já temos. O Estado não pode ser o único provedor, e nem deve. Se cada um fizer a parte que lhe cabe, podemos mudar a situação de um país e quiçá do planeta, a questão é, estamos dispostos a nos mudar para mudar o mundo?
As atuais eleições presidenciais, ao meu ver, não tem muito pra onde correr... o Serra é antipático, carrancudo, anti-nordestino, não tem carisma e não é um bom orador.
A Dilma, bem, também é uma péssima oradora, não tem carisma e ficou mais agradável visívelmente depois do tapa no visual que recebeu para se lançar como candidata, porém, a vantagem que ela detém será crucial nessas eleições, o Lula.
Ele sim é um excelente orador... ou você acha que foi só a pena do brasileiro por ele ter disputado 3 eleições para presidente e ter apanhado que o fez presidente? É claro que não!!!
Não foi a pena que levou toda a nossa legião de pensadores, filósofos e intelectuais a votar num semi-analfabeto, operário, nordestino, que nunca esteve em situação de gestão pública na vida. Hitler não fez o que fez na Alemanha por receber pena dos alemães, ele se aproveitou de uma situação e tinha as qualidades necessárias para fazer o que desejasse.
Quando à Marina Silva... eu não gosto da idéia de um evangélico governando... e você?
Os evangélicos são conhecidos por seu radicalismo, por que seria diferente a frente do comando de um país?
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Fico enrolando pra postar...
A verdade é que eu tenho passado muito tempo longe da internet.
Mas continuo tendo opiniões! Juro!
Às vezes me vem umas idéias pra escrever, mas não tô na frente do pc e esqueço tudo quando venho por aqui.
Esses dias a coisa mais bizarra que eu vi foi uma notícia no G1 de uma mulher que ao invés de engatar a ré, engatou a 1a e jogou o carro na piscina.
Ótimo, é daí que se tira a afirmação de "mulheres são barbeiras". Mas a reportagem também colocou uma coisa interessante, isso aconteceu na segunda de tarde e hoje de tarde ainda não tinham retirado o carro da piscina. Ou seja, belo seguro ela tem. Alguém pode me fornecer o nome dele pra eu nunca contratar essa empresa?
Mas continuo tendo opiniões! Juro!
Às vezes me vem umas idéias pra escrever, mas não tô na frente do pc e esqueço tudo quando venho por aqui.
Esses dias a coisa mais bizarra que eu vi foi uma notícia no G1 de uma mulher que ao invés de engatar a ré, engatou a 1a e jogou o carro na piscina.
Ótimo, é daí que se tira a afirmação de "mulheres são barbeiras". Mas a reportagem também colocou uma coisa interessante, isso aconteceu na segunda de tarde e hoje de tarde ainda não tinham retirado o carro da piscina. Ou seja, belo seguro ela tem. Alguém pode me fornecer o nome dele pra eu nunca contratar essa empresa?
sábado, 7 de agosto de 2010
Um dia ou dois... - Nei Van Soria
Pelo mar, eu descobri
Que você pode voar
E cantar, é um jeito
Diferente de falar
Pode levar 1 dia ou 2
Prá você entender
O que eu quero dizer
Pode levar 1 dia ou 2
Mas só você
Pode me entender
Eu tentei convencer
Minha cabeça a parar
De pensar, prá me dar
Um tempo prá relaxar
Enquanto eu toco
Em você
Nada parou
Nada continuou
Pode levar 1 dia ou 2
Prá você entender
O que eu quero dizer
Pode levar 1 dia ou 2
Mas só você
Pode me entender
Que você pode voar
E cantar, é um jeito
Diferente de falar
Pode levar 1 dia ou 2
Prá você entender
O que eu quero dizer
Pode levar 1 dia ou 2
Mas só você
Pode me entender
Eu tentei convencer
Minha cabeça a parar
De pensar, prá me dar
Um tempo prá relaxar
Enquanto eu toco
Em você
Nada parou
Nada continuou
Pode levar 1 dia ou 2
Prá você entender
O que eu quero dizer
Pode levar 1 dia ou 2
Mas só você
Pode me entender
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